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Anamnese


Anamnese

  • Anamnese Objetiva: questionamento para o acompanhante.
  • Anamnese Subjetiva: questionamento para o próprio paciente.
    • Identificação do Paciente: Nome Completo, Idade, Sexo, Nacionalidade, Naturalidade, Procedência, Cor e Raça, Endereço, Dias de Internação Hospitalar, Profissão (atual/anteriores), Confiabilidade.
    • Queixa e Duração.
    • HPMA (História Pregressa na Moléstia Atual): foque no sintoma-guia e interrogue sobre o mesmo; fatores de melhora, fatores concomitantes, fatores de piora; Medicamentos; Doenças Concomitantes; Evolução; Duração; Intensidade...
    • ISDA (Interrogatório Sobre Diversos Aparelhos): questiona-se sobre os diversos aparelhos tais como: pele e fâneros, orelha, nariz, olho, boca, faringe, pescoço, aparelho cardiovascular, aparelho respiratório, aparelho gastrointestinal, aparelho renal, sistema endócrino, sistema ósteo-articular, sistema vascular e hematopoético, sistema nervoso e psiquiátrico.
    • Hábitos e Vícios: tabagismo, alcoolismo, hábitos intestinais, higiene mental, atividades físicas, drogas, medicamentos que não relacionem-se com a HPMA, Atividade Sexual.
    • Antecedentes Pessoais: nascimento, DNPM, dentição, imunizações, parto, gestações e aborto, puberdade (menarca), doenças anteriores (DM, HAS, Doenças Auto-Imunes, Obesidade, Hipercolesterolemias), internações hospitalares, cirurgias anteriores. Filhos, casamento...
    • Antecedentes Familiares: perguntar sobre doenças na família, por parte materna e paterna, número de filhos, casamentos consangüíneos, óbitos (causas).

Cefaléia

  • DIA 19 DE MAIO: Dia da Cefaléia
  • 93% DA POPULAÇÃO JÁ SENTIU DOR DE CABEÇA. A AUTOMEDICAÇÃO TRANSFORMA A DOR DE CABEÇA EM CRÔNICA, ALERTA A ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA.


Anamnese Neurológica

  • HPMA:
    • Quando e como a doença se instalou;
    • Hemiplegia súbita: sugere doença cerebrovascular;
    • Hemiplegia progressiva + sinais de hipertensão intracraniana: sugerem processos expansivos;
    • Quadros súbitos: sugerem processos infecciosos como meningites e encefalites;
    • Quadros de evolução lenta: sugerem degenerações (esclerose múltipla, ataxia de Friedreich);
    • Cefaléia súbita traduz desde enxaqueca até sangramento aneurismático, HSA...
  • Idade:
    • Indivíduos jovens: mais sugestivo de inflamações.
    • Adolescência e Adulto jovem: processos desmielinizantes.
    • Adultos 4ª-5ª década de vida e idosos: processos vasculares e neoplásicos.
  • Evolução:
    • Quadros progressivos: pensar em neoplasias, doenças neurodegenerativas (ELA, Parkinson, EM).
    • Quadros com surtos-remissões: pensar em escleroses em placas.
    • Quadros paroxísticos: enxaquecas, epilepsias.

Principais Sintomas Neurológicos

  • Cefaléia:
    • Mecanismo etiopatogênico (?).
    • Modo de Início (súbita ou gradual).
    • Localização (retro-ocular, occipital, frontal, hemicrâniana, holocraniana).
    • Irradiação da dor.
    • Tipo de dor: pulsátil, lancinante, constritiva, em queimação.
    • Sinais e sintomas associados: náuseas, vômitos, sudorese, palidez, papiledema, lacrimejamento, fotofobia, fonofobia, congestão ocular.
    • Periodicidade da dor.
    • Fatores que agravam a dor: tosse, exercícios físicos, sexo, luminosidade, decúbito.
    • Fatores de melhora: analgésicos, postura, repouso.
    • Crise enxaquecosa: cefaléia pulsátil, hemicraniana com/sem manifestações neurovegetativas, sinais oftálmicos (escotomas, fosfemas, hemianopsia).
    • Hipertensão intracraniana: cefaléia tipicamente pela manhã, aliviando quando em posição ortostática, localizada ou difusa, associada a vômitos e papiledema bilateral.
    • Hipotensão intracraniana: ocorre após a retirada de LCR, ocorre quando o paciente fica em posição ortostática, caracterizando-se por ser uma dor intensa, contínua e não-pulsátil. Melhora quando a cabeça fica numa posição abaixo do corpo.
    • Cefaléia histamínica: paroxística, unilateral, grande intensidade dolorosa, com lacrimejamento e predominando no período noturno.
    • Meningites: ocorre nas meningites purulentas e encefalites como também nas hemorragias meníngeas; há cefaléia de grande intensidade com rigidez de nuca, sinal de Kernig, Laségue e Brudzinski presentes.
    • Cefaléia miogênica: são dores crônicas, com caráter opressivo ou constritivo, podendo estar associada ao estresse. Paciente refere dor no couro cabeludo.
  • Dor:
    • Queixa mais freqüente na neurologia.
    • Localização, irradiação, qualidade/caráter, intensidade, duração, evolução, fatores orgânicos envolvidos, fatores desencadeantes, atenuantes e concomitantes.
    • Tipos de dor:
      • Dor neurítica: território de um ou mais nervos são acometidos (dermátomos), poli/mononeuropatia, dor em queimação, choques (descargas elétricas), cãimbras. Neuralgias (dores paroxísticas de breve duração) geralmente lancinantes, em facada ou alfinetada. Neuralgia herpética (há dor em todo o trajeto do dermátomo).
      • Dor radicular: causadas por irritações das raízes sensitivas. Caráter lancinante que agrava-se nas manobras onde há aumento da pressão intratecal: Laségue, Lhermitte, Naffziger.
      • Dor central: não apresenta topografia precisa; há sensação de ardência, prurido, picada ou agulhada. Sensações de esmagamento. Dor talâmica é caracterizada por hiperpatia, paroxística ou contínua, agravando-se com estímulo cutâneo ou emocional. Fenômeno da dor no membro fantasma caracteriza-se por sensação de esmagamento.
      • Dor por alteração neurovegetativa: causalgia (após lesão traumática do nervo mediano ou nervo fibular) – dor em queimação com hipertermia e alteração trófica.
  • Classificação Fisiopatológica da Dor:
    • Dor Nociceptiva: ocorre devido à agressão, trauma, facada, FAF, corte, laceração, picada... A remoção do fator causal geralmente alivia a dor; quanto menor o número de dermátomos envolvidos, mais localizada será a sensação dolorosa. Classificada em dor evocada (desencadeada por manobras clínicas como Laségue) ou espontânea (pontada, facada, latejante, contínua, surda).
    • Dor Neuropática: dor ocorre por injúria neuronal, por desaferentação ou lesão central (tálamo). Após desaferentação haverá sprouting neuronal (vizinhos brotam) com hipersensibilidade (bursting cells). A dor é em formigamento ou queimação podendo ser intermitente ou evocada (alodínia ou hiperpatia).
    • Dor Mista: associação da dor nociceptiva e dor neuropática. Em pacientes com tumores malignos, por exemplo (destruição de fibras nervosas).
    • Dor Psicogênica: toda dor têm um caráter psíquico associado. As psicogênicas puras possuem imprecisão, sensação difusa, muda de local sem causa aparente, piora nos momentos de ansiedade e depressão, utilizam medicamentos inadequados e abusivos.
  • Tipos de Dor:
    • Dor Somática Superficial: bem localizada, em pontada, agulhada, picada (causada por traumas, queimaduras e inflamações).
    • Dor Somática Profunda: músculos, fáscias, tendões, ligamentos e articulações. Causada por isquemias, estiramento muscular, contusão, ruptura ligamentar. Dor difusa com ausência de somatotopia, às vezes referida.
    • Dor Visceral: dor de caráter difuso, profundo de difícil localização, acentuando-se quando o órgão é exigido funcionalmente.
      • Comprometimento da própria víscera (dermátomos específicos)
      • Comprometimento secundário do peritônio ou pleura parietal (dor somática profunda)
      • Irritação do diafragma ou do nervo frênico
      • Reflexo viscerocutâneo = Dor Referida (dermátomos distantes)
    • Dor Irradiada: dor sentida à distância de sua origem, porém, seguindo obrigatoriamente o trajeto nervoso.
    • Dor Referida:


  • Parestesias:
    • Irritação dos nervos periféricos sensitivos, formigamentos, picadas, adormecimento e queimação.
  • Epilepsias e Convulsões:
    • Caracterização da crise (Focal vs. Generalizada).
    • Aura (?) // Alterações neurovegetativas (?)
    • Idade do início das crises;
    • Freqüência das crises;
    • Ritmos e horários;
    • Relação com o período menstrual;
    • Fatores precipitantes: tensão, estresse, insônia, jejum, alimentação, enxaqueca, quadro febril, drogas...
    • Tratamentos já realizados
  • Vertigem:
    • Sensação rotatória – 95% dos casos são vestibulares.
    • Anamnese: intensidade, duração, freqüência, zumbido, alteração neurovegetativa, disacusia, plenitude.
  • Paresia, Paralisia e Plegia:
    • Origem central ou periférica (?)
    • Piramidal (?); Extrapiramidal (?); NMI (?)
  • Alterações Visuais:
    • Uni/Bilateral, Súbita ou Progressiva;
    • Alterações da acuidade (?), campimetria (?) – Escotomas, hemianopsias, quadrantanopsias, diplopia (alteração do III par); Vícios de refração (?)
  • Alterações do Sono:
    • Alterações do SRAA;
    • Hipersonia (encefalites (??)); Narcolepsias; Insônia, Coma.
  • Alterações do Comportamento / Esquecimentos:
    • Choro e riso espasmódico; alteração do mini-mental; caráter episódico ou contínuo (?)
    • Praxia (?); Gnosia (?)
    • Sugere: processos expansivos frontais, encefalite, crise epiléptica e síndromes pseudobulbares.
  • Tremores:
    • Tremores de repouso, de intenção, postural ou tremor essencial.
    • Tremores extrapiramidais (?), Coréia (?), Mioquimia (?), Espasmos (?), Cerebelares (?)
  • Síncopes e Lipotímias:
    • Hipoglicemias; DM; DNV; Avaliação cardíaca; Avaliação Endócrina.
  • Acidentes Vasculares Encefálicos: DEVI vs. DEVH
  • Alterações do Esfíncter:
    • Relacionado aos centros controladores em S2-S4.
    • Retenção urinária: micção por regurgitamento (fase de choque medular nas paraplegias agudas e tabes dorsalis). Bexiga hipotônica ou atônica.
    • Micções Involuntárias: bexiga hipertônica com hiperreflexia (Bexiga Hiperativa).