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Funções Motoras

Avaliação Motora

  • Devemos avaliar a tonicidade muscular, a rigidez, trofismo e movimentos voluntários/involuntários.
  • Lesões do NMS (Liberação Piramidal): hipertonia, hiper-reflexia, hipertrofia, espasticidade, sinal de Babinski.
  • Sinal Piramidal Deficitário (Fase Aguda): Plegia/ Paresia, Hiperextensibilidade, Perda do Reflexo Cutâneo-Abdominal e Cremastérico.
  • Lesões do NMI: hipotonia, hipo / arreflexia, hipotrofia e fasciculações.
  • Observar inicialmente o paciente sentado e sua postura.
  • Sistematização da Avaliação dos Grupos Musculares:
    • 0 = não há contração muscular.
    • 1 = há apenas contração do músculo mas não movimento.
    • 2 = vence por pouco tempo a gravidade.
    • 3 = sustenta o músculo contraído contra a gravidade mas não vence resistência.
    • 4 = vence pequena resistência.
    • 5 = músculo normal.
  • Realizar Teste de Manutenção de Postura:
    • Mingazzini para MMSS (manobra dos braços estendidos) e para MMII.
    • Manobra de Barré.
    • Sinal de Raimiste: antebraço fletido a 90º - queda do punho: “mão em gota”
    * Hemiparesia Completa: hemicorpo + Face
    * Hemiparesia Incompleta: hemicorpo – Face
    * Hemiparesia Alterna: hemicorpo + algum comprometimento de pares cranianos contralateral = lesão no tronco encefálico.
    * Hemiparesia Proporcional ou Desproporcional: comparar MMSS vs. MMII
    * Tetraparesia: perda de força nos 4 membros.
    * Paraparesia: perda de força em 2 membros simétricos – Braquial ou Crural. A paraparesia é pior distalmente, típica de lesões após colisão traseira de automóvel – MMSS recupera-se mais lentamente que os MMII = Síndrome de Schneider.
    * Parestesia: perda da sensibilidade.
    * Plegia: perda total dos movimentos.
  • Síndrome de Weber
    • Lesão no pé do pedúnculo cerebral (lesão do III par).
    • Hemiplegia completa contralateral.
  • Síndrome de Foville Peduncular
    • Hemiplegia completa contralateral à lesão.
    • Paralisia do olhar conjugado para o lado da lesão.
  • Síndrome de Benedikt
    • Lesão do núcleo rubro (calota peduncular).
    • Hemiataxia, hemitremor, hemianestesia e hemiparesia contralateral à lesão.
    • Paralisia do III par no mesmo lado.




A: Foville Peduncular (doente não pode contemplar sua hemiplegia);
B: Foville Protuberancial Superior (paciente contempla sua hemiplegia completamente)
C: Foville Protuberancial Inferior (paciente contempla sua lesão parcialmente)


Manobra dos Braços Estendidos 2 minutos



Lesão do Nervo Radial Esquerdo: Mão Caída





Sinal de Laségue



Avaliação Motora



Manobra de Mingazzini 2 minutos



Manobra de Barré



Manobra da Queda do MMII em Abdução


  • Tônus Muscular: avaliado pela palpação, percussão, movimentação passiva e balanço passivo das articulações.
    • Hipotônico
      • Lesão Cerebelar
      • Lesão de Nervo Periférico
      • Lesão Medular.
    • Normotônico
    • Hipertônico
      • Lesão Piramidal:
        • Espasticidade Elástica = Sinal do Canivete
      • Lesão Extrapiramidal:
        • Espasticidade Plástica = Parkinsonismo (Sinal da Roda Dentada)




  • Avaliamos os diversos grupos musculares:
    • M. Deltóide e sua raíz de C5




  • Teste do Pronador: paciente deverá sustentá-lo por pelo menos 10` com os olhos fechados.
  • Indica lesão no NMS.




  • Teste do Bíceps: através dessa manobra observamos o nervo musculocutâneo e sua raíz C5 e C6.




  • Extensores do punho: verifica raízes de C6 e C7.




  • Avaliação do Músculo Tenar e Hipotenar: raíz de C8, nervo mediano.




  • Abdução dos dedos: nervo ulnar, raíz de T1.




  • Oposição do polegar: nervo mediano, raíz de C8 e T1.




  • Teste do músculo íliopsoas: pede-se para o paciente levantar a perna contra resistência. Checagem do nervo femoral e raízes de L2-L3.




  • Teste de adução das pernas: verifica-se as raízes L2, L3 e L4.




  • Teste de Abdução das pernas: avaliação do músculo glúteo máximo e glúteo mínimo – raízes de L4, L5 e S1.




  • Avaliação do Glúteo Máximo: pede-se ao paciente que pressione sua perna contra a mão do examinador. Teste das raízes de L4 e L5, nervo glúteo.




  • Teste do Quadríceps Femoral: apoiamos a mão sob o joelho e pede-se para que o paciente faça o movimento de chutar. O M. Quadríceps é inervado pelo nervo femoral – raízes de L3 e L4.




  • Teste do Nervo Ciático: pedir ao paciente que puxe a perna contra sua mão. Teste das raízes de L5 e S1.




  • Dorsoflexão: inervada pelo nervo peroneal nas raízes de L4 e L5.




  • Teste do Músculo Sóleo e Gastrocnêmio: inervada pelo nervo tibial nas raízes de S1 e S2.




  • Teste para o músculo extensor longo do hálux: inervado por raízes de L5.




  • Sinais Radiculares:
    • Sinal de Laségue: não deve haver dor com elevações até 30º.
    • Sinal de Gowers: característico da distrofia muscular de Duchenne.
    • Sinal de Naffziger
    • Sinal de Lhermitte
    • Sinal de Patrick (contra-prova): diferencia lesões nervosas de ortopédicas.
    • Sinal de Schober: sugestiva de espondilite anquilosante.
    • Sinal de Phalen: sugestivo de síndrome do túnel do carpo.
    • Sinal de Froment: sugestivo de síndrome do canal de Guyon.
    • Sinal de Tinel: sugestivo de síndrome do túnel do carpo.
    • Prece Maometana



    Manobra de Phalen



    Prece Maometana



    Manobra de Tinel


  • Sinal de Naffziger: As veias jugulares são comprimidas de ambos os lados por aproximadamente 10 segundos, enquanto o paciente permanece na posição supina. A face do paciente fica ruborizado e é pedido para o paciente tossir. O aparecimento de dor na região lombar causado pela tosse, indica a presença de aumento da pressão intratecal.




  • Teste de Schober




  • Manobra de Valsalva: com o paciente na posição sentada é solicitado a realização de expiração forçada com a boca fechada e esforço semelhante ao ato de evacuar. O aparecimento ou agravamento da dor indica aumento da pressão intratecal.