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Psicofarmacologia



Daniel Damiani
2008






Inter-relação de Neurotransmissores




Dopamina




Circuitos Dopaminérgicos




Histamina




5-HT




Farmacocinética




Modelo Psicofarmacológico da Dependência




Álcool

• Depressor do SNC.
• Comportamento bifásico.



Canal lônico Gabaérgico - GABAA



Cocaína


• Droga psicoestimulante.
• Há aumento da noradrenalina, serotonina e dopamina no sistema nervoso central – a cocaína exerce bloqueio da recaptação.
• Tolerância é bem observada.
• Dependência: inevitável (ânsia pela droga) – dependência psicológica.
• Síndrome de Abstinência: depressão, bradicardia e ânsia pela droga.
• Intervenções: uso da droga desipramina (antidepressivo tricíclico – inibe a recaptação de serotonina, noradrenalina e dopamina).
• A cocaína causa lesões fetais: lesões ao sistema nervoso (cognitivas) e distúrbios motores.

Cocaína no Sistema Nervoso Central - PETScan


Utilização de Glicose pelo SNC
- interferência da droga



Maconha


• Cannabis sativa (planta fibrosa usada ao longo do tempo para fabricação de cordas e tecidos) – (as pontas floridas desta planta possuem a maior concentração de delta-9-tetraidrocanabinol).
• A substância ativa: delta-9-tetraidrocanabinol (THC).
• São considerados psicolépticos.
• Receptor específico para o delta-9-THC no sistema nervoso central: CB1 e CB2.
• Sistema Endocanabinóide.
• Comprometimento cognitivo;
• Percepção lenta; confusão mental
• Analgesia.
• Tempo de reação diminuído – deficiência no aprendizado e memória;
• Aumento do apetite.
• Bloqueio de secreções e vasodilatação seletiva (esclera) – “olhos de fogo”;
• Relacionada ao desencadeamento da síndrome do pânico, psicoses agudas, alucinações e esquizofrenia.
• Síndrome amotivacional: abandono das atividades escolares e sociais.
• Em altas doses podem causar alucinações.
• Relaxamento muscular. São também anticonvulsivantes.

Opióides


• Representantes principais: Heroína e Morfina.
• São obtidos da semente da papoula.
• Quando o indivíduo ingere heroína haverá biotransformação em morfina.
• Observa-se dependência iatrogênica: inicia-se o uso do opióide com funções terapêuticas evoluindo para um uso abusivo.
• Pode ser injetada (heroína e morfina) e ou fumada (heroína) – cachimbos (ópio).
• A morfina possui uso terapêutico no tratamento da dor intensa: há ação no sistema nervoso central como hidromorfona (ação curta) no tratamento da dor aguda (pacientes com infarto do miocárdio, acidentes graves, câncer) e morfina oral e ou metadona (ação mais prolongada) no tratamento da dor crônica.
• Heroína possui atividade excitatória (euforia) seguida de ação ansiolítica (relaxante) e analgésica (na forma de morfina).
• Altamente viciantes: pacientes simulam situações para tomar a droga.
• A heroína é o opióide mais freqüente – administrado via nasal, endovenosa ou por mucosas.
• Tolerância é atingida rapidamente.
• Efeitos: prazer intenso semelhante ao orgasmo sexual só que ocorre no abdome, seguida de sono e relaxamento. Há atividade analgésica e diminuição da agressividade. Podem ocorrer alucinações.
• Antagonistas opióides são utilizados, como é o caso de Naloxona, administrado por via IM ou IV, são capazes de reverter, em pequenas doses (0,4 a 0,8mg) o efeito da ativação dos receptores MOP.
• Observa-se recuperação da freqüência respiratória em 1-2 minutos, efeitos sedativos são deprimidos e retoma-se a pressão arterial.
• Maiores doses são utilizadas em usuários de narcóticos: 1mg do Naloxona são eficientes no bloqueio de 25mg de heroína.



Nicotina


• Caracteriza-se por dependência prolongada (influência das variáveis).
• Quando tragada, atinge o cérebro em menos de 7 segundos – reforço constante.
• Associação com fatos prazerosos: ato sexual, pós-prandial, intervalos das aulas.
• Ações:
   - A nicotina é estimulante e depressora.
   - O usuário sente-se mais alerta apesar de relaxado (musculatura).
• Acometem o sistema de via de reforço positivo no núcleo accúmbens.
• Abstinência: irritabilidade, ansiedade, inquietação e bradicardia.
• Intervenções: substituir o vício por outro; utilização da clonidina (diminuição dos efeitos periféricos) e antidepressivos como fluoxetina (Prozac®).



Agentes Psicodélicos: Alucinógenos


• LSD: dietilamida do ácido lisérgico.
• PCP: fenciclidina (semelhante ao MK801).
• MDMA: ecstasy (“droga do amor”).



• Efeitos:
   - Alucinações;
   - Paranóias;
   - Depressão;
   - Sensações de pânico;
   - Dilatação pupilar, aumento da pressão arterial, salivação e hiperreflexia.
   - “Viagem ruim” – ansiedade grave, depressão e pensamentos suicidas.
• Intervenção: Diazepam (20mg VO).

Inalantes

• Drogas como éter, clorofórmio, solventes orgânicos de maneira geral.
• São substâncias voláteis de ação rápida que não causam grande dependência por fazer efeito muito rápido – ausência do reforço positivo da droga.
• São potencialmente mutagênicos e alucinogênicos.
• Destroem as bainhas de mielina dos neurônios do sistema nervoso central. É considerada uma das mais prejudiciais drogas de ação neuronal.
• São agonistas cardiovasculares.
• Causam tonteiras e rubor.

Cafeína

• É uma droga psicoativa.
• Ansiogênica.
• Altera o padrão de sono – geralmente causam insônia prolongada.
• Causam irritação do trato gastrointestinal.
• Causam dependência devido às associações com fenômenos prazerosos como intervalos de aulas, pós-prandial, reuniões com amigos.

Via da Recompensa





Transtorno Bipolar do Humor



• Episódios de mania e depressão: tempos variáveis.
• 25% dos pacientes tentam o suicídio.
• 15% dos pacientes conseguem.
• Terapia Farmacológica:
   - Anticonvulsivantes
   - Antidepressivos / Antipsicóticos
   - Benzodiazepínicos
   - Lítio
• Terapia Psicológica.
• Equipe Multidisciplinar.
• Episódio Maníaco:
   - Estabilizadores de humor: Lítio, Carbamazepina, Valproato
• Episódio Depressivo:
   - Monoterapia com Lítio
   - ISRS, IMAO, Venlafaxina, ADT
• Episódio Misto:
   - Valproato
   - ECT

Parkinson



Epilepsia







Epilepsia – Sinapses GABAérgicas



Hipnóticos











Ansiolíticos





Antidepressivos





Cefaléia: Enxaqueca





Antiemético