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TRAUMATISNO CRANIOENCEFÁLICO - LESÕES FOCAIS


• De todos os TCE graves: 25% são indicados a neurocirurgia; 5% possuem TRM associado.
• Lesões difusas:
     - Lesão axonal difusa (LAD).
     - Edema cerebral.
     - Hemorragia subaracnóidea ou meníngea.
• Lesões focais:
     - Hematoma subdural agudo/crônico.
     - Hematoma extradural.
     - Contusão cerebral.

• Hematoma Extradural (Epidural):
     - Sangue acumula-se entre o osso do crânio e a dura-máter.
     - 70% localiza-se na região temporal; 10% na região frontal.
     - Ocorre devido a lesões de impacto direto (há fraturas em 90% dos casos).
     - Resulta na ruptura da artéria meníngea média/ veia meníngea média.
     - Ipsilateral ao impacto.
     - Clínica: há um intervalo lúcido após o trauma com rápida piora do nível de consciência.
     - 1/3 dos pacientes: vão à cirurgia em 12h após o trauma.
     - 2/3 dos pacientes: vão à cirurgia em 48h após o trauma.

• Déficits motores, hemiparesia, alteração na linguagem e pupilar; otorragia, hematoma retroauricular (sinal de Battle – indicativo de lesão de fossa média) e orbitário (olhos em guaxinim – indicativo de lesão de base de crânio); midríase unilateral (anisocoria).

• Diagnóstico: TC (lesão aparece hiperdensa de caráter biconvexo); no RX faz-se o diagnóstico de fratura de crânio.

• Tratamento: manitol // hiperventilação até a realização da TC // craniotomia. Obs: cuidados com herniações.

• Hematomas Subdurais:
     - Acúmulo de sangue entre a dura-máter e o cérebro.
     - AGUDO: sintomas aparecem até 3 dias após o trauma.
     - SUBAGUDO: sintomas aparecem entre o 3° e o 21° dia.
     - CRÔNICO: sintomas surgem após o 21° do trauma.

• Hematoma Subdural Agudo:
     - Mortalidade de até 90% para atendimento após 4h pós trauma cranioencefálico.
     - Ocorre por aceleração-desaceleração com lesão de veias que atravessam o espaço subdural e drenam a superfície cortical.
     - Quadro clínico: em geral, os pacientes chegam ao PS em coma, decorticação e descerebração.
     - Diagnóstico: na TC a lesão aparece com hiperdensidade, caráter côncavo-convexa, efeito de massa e desvio da linha média.

• Tratamento:
     - Craniotomia ampla para drenagem do hematoma.
     - Instalação do monitor de PIC.
• Prognóstico: mortalidade variando de 50-80% com seqüelas freqüentes.

• Hematoma Subdural Crônico:
     - Comum em alcoólatras crônicos // recém-nascidos // idosos.
     - Fisiopatologia: o sangue vai progressivamente degradando-se sendo envolvido por uma membrana espessa vascularizada, semi-permeável. Sinais compressivos são observados.
     - Quadro clínico: aumento da PIC, convulsões, perda de peso, mudança de personalidade. Hematomas bilaterais são freqüentes.
     - Diagnóstico: TC (lesão côncavo-convexa – hipo/isodensa).
     - Tratamento: trepanação e drenagem do hematoma // lavagem da cavidade subdural // manter dreno por 48h.
     - Prognóstico: recidivas podem ocorrer.

• Contusão Cerebral:
     - Pode ocorrer no local do impacto (lesão por golpe).
     - Lesões mais graves são observadas no local oposto ao impacto (lesões por contragolpe).
     - Quadro clínico: déficits permanentes poderão ocorrer, dependendo do local da lesão. Aumento da PIC pode estar presente.
     - Diagnóstico: TC - realizar mais de uma vez para acompanhar a progressão da doença.
     - Tratamento: monitorar sem cirurgia // em lesões maiores realiza-se craniotomia. Explosões do lobo temporal tem indicação cirúrgica (herniações).