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DOENÇA DE ALZHEIMER

- Deficiência das capacidades cognitivas;
- Deficiência da memória recente e perda da capacidade de fazer cálculos;
- Apraxia ideomotora (incapacidade de usar objetos comuns);
- Contraturas musculares (estágio avançado).

Obs. Morte por complicações devido à imobilidade: pneumonia e embolia.

Fisiopatologia –

Atrofia acentuada do córtex cerebral – perdas de neurônios corticais e subcorticais.
Histopatologia: acúmulos esféricos da proteína beta-amilóide e formação de novelos fibrilares (proporcional à deficiência cognitiva). Figura 54.


Figura 54. Placas Amilóides – Mal de Alzheimer.

Neuroquímica: perda de neurônios colinérgicos (região dos núcleos basais de Meynert – substância inominata).

Papel do beta-amilóide –

    O beta-amilóide é um peptídeo com 42-43 aminoácidos. A precursora desta proteína foi clonada (PPA), proteína com 700 aminoácidos, que se expressa amplamente por neurônios em cérebros normais. Parece que a produção da proteína beta-amilóide surja das clivagens anormais desta proteína precursora PPA.

Hipótese para o desenvolvimento das doenças neurodegenerativas:

    Haveria participação das toxinas ambientais, a idade e o metabolismo neuronal . Estes três fatores, associados ou individualizados, aumentaria a tendência a formação de radicais livres, perda da barreira protetora dos neurônios, levando ao fenômeno de excitotoxicidade. Esta excitotoxicidade, como já discutido anteriormente, leva ao aumento da vulnerabilidade neuronal, sofrendo alterações em seus DNA, peroxidação lipídica e lesões protéicas, desencadeando a morte celular.

Genética:
    - Pesquisadores descobriram uma pequena alteração no código genético que, aumenta em até 16 vezes as chances do desenvolvimento do Alzheimer.
    - Os cientistas descobriram que uma pequena área do chamado cromossomo 10 do DNA humano, quando combinado com um gene identificado como APOE E4, é responsável pelo aumento no risco das pessoas desenvolverem o mal de Alzheimer.

Histopatologia:
    - Formação de filamentos retorcidos por quebra das ligações intermoleculares e placas senis (acúmulo de proteína beta-amilóide).
    - A ruptura da ligação entre os filamentos é um processo longo, o que possibilita uma possível interferência ao longo deste processo.
    - A proteína Pin 1 vem sendo considerada um possível gatilho para a formação dos filamentos retorcidos.
    - Em relação a placa senil – devido a presença das proteínas beta-amilóides temos uma interferência imunológica que acaba por levar o neurônio à morte por descarga de substâncias lesivas.
    - Estudos realizados em laboratório mostram que uma baixa na concentração destas proteínas tem uma função preventiva em relação ao Alzheimer.
    - Novas Tentativas:
    o fazer com que o Sistema Imunológico “ataque” as placas senis como corpos estranhos e acabem por destruí-la antes de lesar o neurônio (através das microglias).
    o Busca-se uma possível vacina com a utilização das próprias proteínas beta-amilóides. Esta evita a formação posterior das placas. Os testes iniciais mostraram que a vacina contra o mal de Alzheimer é segura e pode ser aplicada em seres humanos.
    o Vacina - forma sintética da proteína beta-amilóide (natural). Principal substância das placas que acabam lesando o cérebro.
(Os estudos realizados em ratos mostram que ratos vacinados realmente têm uma proteção do SNC contra a formação das placas Mesmo nos animais que já tinham desenvolvido o mal de Alzheimer, a vacina conseguiu interromper e em alguns casos até reverter a evolução da doença – foi provado por estudos – EUA).

Tratamento do Alzheimer –

Técnica mais utilizada são inibidores da acetilcolinesterase:

    1. Carbamatos: fisostigmina – inibição da porção iônica da acetilcolinesterase.
    2. Tacrina (Tacrinal®): inibidor da acetilcolinesterase central – como efeitos colaterais observam-se: cólicas abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e hepatotoxicidade.