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ANESTÉSICOS GERAIS

- Devem causar ausência fármaco-induzida da percepção de todas as sensações – Sedação.
- Administrações: Intravenosa e ou por inalações.

    1. Anestésicos Inalatórios

- Indução rápida e agradável da anestesia;
- Relaxamento dos músculos esqueléticos;
- Halotano e Óxido Nitroso.
    - CAM: concentração alveolar mínima
- 1CAM = em 50% dos pacientes evitam movimentos em resposta à incisão cirúrgica.
    - 0,5-2,0 CAM = variação utilizada normal.

- Halotano:
    - Perda da consciência rápida (alta potencia).
    - Usado para manutenção da anestesia pós-administração intravenosa de tiopental.
    - Rápido despertar.

2. Anestésico Intravenoso

- Associação entre os intravenosos e inalatórios é muito freqüente.

- Barbitúricos: tiopental
    - Analgésico fraco – podendo desencadear taquicardia, lágrimas e sudorese em resposta a hiperalgesia.
    - Há redução do fluxo sangüíneo cerebral e metabolismo cerebral – Queda da pressão intracraniana, muito utilizado em neurocirurgias.

- Benzodiazepínicos:
    - Muito utilizados como pré-anestésicos.
    - Produzem amnésia anterógrada.
    - Usados em endoscopias: Dormonid®
    - Não promovem analgesia.

Propofol –

- Derivado fenólico (2,6 diisopropilfenol).
- Fornecido na forma de emulsão.
- Produz hipnose rápida (semelhante ao tiopental) com efeito sedativo efetivo e menor incidência de náuseas e vômitos. Causa grande depressão respiratória. Reduz fluxo sangüíneo cerebral bem como a pressão intracraniana. Produz sedação com padrão de ondas betas diferentes daquelas apresentadas pelo tiopental (este igual a do padrão de sono).
- Pode ser empregado isoladamente ou em associação (com doses menores das empregadas isoladamente).
- Injeção intravenosa: 2mg/kg
- Anestesia mantida pela infusão constante de uma mistura de propofol combinado a opióides e óxido nitroso ou mesmo outros agentes inalatórios.
- Possui uma meia-vida extremamente curta com retorno rápido das funções psicomotoras após a interrupção da infusão da droga.
- Não é desprovido de efeitos colaterais.
    o Hipotensão – dose dependente
    o Idosos - reduz resistência vascular sistêmica.
    o Dose de indução - apnéia (pode persistir por até 30 segundos). Diminui a capacidade de resposta a hipóxia e ao dióxido de carbono.
    o Dose de sedação - depressão da resposta a hipercarbinia, depressão dos reflexos das vias aéreas superiores.
- Cuidados a serem tomados:
    o Administração de lidocaína a 1% para minimizar o efeito doloroso da injeção;
    o Injeção lenta para minimização dos efeitos depressores respiratórios e cardiovasculares;
    o Redução da dose em 25 a 50% nos pacientes idosos ou debilitados e quando associado a benzodiazepínico ou opióide.

Pentobarbital –

- Vias mais utilizadas para administração: Oral, Intramuscular, Endovenosa.
- Uso Terapêutico: Insônia, Sedação pré-operatória (150 a 200 mg –IM), Convulsões (emergências).

Butalbital -

- via de maior utilização: oral
- Uso Terapêutico: utilizado em combinações com agentes anestésicos.
- Possui uma eficácia terapêutica questionável.

Dosagem e potência dos Anestésicos Gerais –

- Índice terapêutico pequeno (2-4).
- CAM: utilizado como medida de potência dos gases inalatórios anestésicos:
    - Medição pulmonar
    - Medição precisa
Obs. 1,3 CAM = anestesia cirúrgica (sem suplementação).

Profundidade dos Anestésicos – Guedel, 1920

- Estágio I: Analgesia
- Estágio II: Estágio de delírio
- Estágio III: Estágio de anestesia cirúrgica
- Estágio IV: Estágio de depressão bulbar

Abordagens Práticas para Avaliar a Profundidade da Anestesia –

Não mostram anestesia cirúrgica:
    1. Movimento palpebral quando cílios são tocados;
    2. Deglutição espontânea;
    3. Freqüência respiratória irregular.

Início da Anestesia:
- Perda do reflexo palpebral;
- Respiração rítmica;

Anestesia Profunda:
- Apnéia e depressão respiratória;
- Hipotensão acentuada;
- Aumento dos reflexos vagais.

Sistema Nervoso –

- À medida que se aprofunda a anestesia o EEG mostra substituições de atividades rápidas de baixa voltagem por ondas lentas de maior amplitude.
- Halotano: aumenta o fluxo sangüíneo cerebral, a pressão liquórica e agrava a pressão intracraniana por inibir a síntese do óxido nítrico.

Obs. Calafrios mostram recuperação pós-anestésica com Halotano.

Esquema 6: gráficos explicativos demonstrando a ação dos agentes anestésicos no sistema nervoso central. Observar a relação entre os halogenados e os barbitúricos influenciando nas pressões parciais de gás carbônico (acidótico); a relação entre os conceitos de coma e convulsão e a relação entre os padrões do EEG quando administramos um anestésico.