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SENTIDOS ESPECIAIS: GUSTAÇÃO E OLFATO

 

Gustação

 

- Quimiorreceptores: espalhados por todo o organismo indicando a quantidade de substâncias irritantes como pressão parcial de gás carbônico, pH, etc.

- Gustação e olfato detectam substâncias químicas do ambiente externo.

- São sensações relacionadas a conexões diretas como desejo, fome, emoção e sexo.

- Espécie humana: possui preferência por alimentos doces (inato), satisfeita pelo leite materno. Substâncias amargas são rejeitadas (venenos, toxinas) – essas substâncias aprendemos a tolerar e gostar como por exemplo o café.

- Sabores que reconhecemos: salgado, azedo (H+), doce, amargo (K+) e umami (“delicioso”) dado pelo glutamato.

- Cada alimento ativa uma combinação de estímulos tornando o alimento único. O gosto e o cheiro tornam as sensações frente aquele alimento, únicas.

Órgãos da Gustação

 

- Gustação: língua, faringe, palato e epiglote, além dos receptores olfativos.

- Algumas regiões da língua são mais sensíveis a uma modalidade de sensação comparada a outras. Porém ao contrário do que se acreditava, não conseguimos produzir um “mapa” do paladar.

- Sobre a superfície da língua encontramos papilas: fungiformes, filiformes e valadas.

- Cada papila possui vários botões gustativos (com células receptoras gustativas).

- Um botão gustativo é composto pelo poro gustativo, células gustativas, células basais (“células tronco”) ligadas a axônios gustativos aferentes.

- Na medida que aumentamos a concentração do sabor, as papilas respondem simultaneamente, “perdendo” sua seletividade.

- Célula receptora gustativa: possuem terminais apicais quimiossensíveis; possuem microvilosidades projetando-se para o poro gustativo; não são neurônios, são apenas células epiteliais que fazem sinapse com axônios aferentes; o potencial de ação desencadeado nestas células percorre os axônios aferentes sensitivos levando a informação ao tronco cerebral.

- Transdução Gustativa:

- Sabor Salgado: mediado pelo sódio (ativa canais de sódio sensíveis a amilorida). São canais iônicos sensíveis a eletricidade e permanecem aberto o tempo todo.

- Sabor Azedo: mediado pela alta concentração de H+ (acidez). Há bloqueio dos canais de potássio.

- Sabor Doce: a sacarose possui capacidade de ativas uma proteína G ligada a adenilato ciclase. Há, também, bloqueio dos canais de potássio.

- Sabor Amargo: são detectores de venenos. Bloqueio dos canais de potássio e ativação de uma proteína G acoplada à fosfolipase C.

Vias Centrais da Gustação

- Os botões gustativos recebem a informação sensorial passando-a para os axônios gustativos aferentes através dos nervos cranianos (VII, IX e X). Estes axônios levam os sinais para o tronco cerebral (bulbo – região do núcleo do trato solitário), direcionando então para o tálamo e, mais superiormente, para a área de Broadman 43.

- As lesões nos núcleos talâmicos que recebem estas informações podem causar: ageusia (ausência do paladar), hipogeusia (diminuição do paladar), hipergeusia (aumento do paladar) e disgeusia (alteração do paladar).

- Diversas outras conexões interferem nesta via direta da gustação mencionada acima: há interferência do hipotálamo, complexo amigdalóide, sistema límbico. Logo, podemos inferir que as memórias associativas influenciam no paladar.

Conexões Neurais da Gustação

- Os receptores gustativos não são muito específicos, mais grosseiros.

- O cérebro identifica o sabor a partir do disparo de diversos neurônios inespecíficos: “interpretação de um código” ou “código de população” – para identificar um sabor as células percebem a temperatura, textura, sabor e olfato.

 

Olfato

 

- Combina-se com a gustação para identificação do alimento.

- Nos alerta para perigos: comida estragada, incêndios...

- Comunicação: feromônios.

 

Órgãos do Olfato

- O epitélio olfativo é composto por células receptoras olfativas (neurônios), células de suporte (semelhantes às células da glia) e células basais (fonte de novos receptores).

- Neste local há células tronco, totipotentes, sendo comum a retirada de células da lâmina cribiforme do etmóide para pesquisas com células desse tipo.

- As células receptoras olfativas possuem cílios que ao se moverem estimulam uma proteína G olfativa.

- Lesões no bulbo olfatório, por exemplo por traumatismo cranioencefálico pode levar a anosmia (perda total do olfato), hiposmia, hiperosmia ou disosmia.

 

Transdução Olfativa

- Odor sensibiliza os cílios das células do epitélio olfativo que ativam uma proteína G (Golf), seguindo a ativação da adenilato ciclase com produção de AMPc. Este AMPc causa o potencial do receptor por abrir canais de sódio e cálcio.

- Os receptores olfativos são bastante inespecíficos, atuando, como na gustação, através de “código de populações”.

 

Vias Centrais do Olfato

- Odor – Células Olfativas Receptoras – Bulbo olfatório (glomérulo olfativo – parece que estes glomérulos possuem um mapa olfativo interpretativo) – Tálamo com projeções para o Córtex Órbito-Frontal, insula, complexo amigdalóide, núcleo accúmbens, hipotálamo e lócus ceruleus.